domingo, 22 de agosto de 2010

Novo Amor (Uma Missão)


A.

No que se baseia um relacionamento? Cumplicidade? Respeito? Admiração? Amor? Sacrifícios? Amor de novo?
Amar me deixa preguiçoso. É, preguiçoso nos pensamentos. Passo a não lembrar mais de mim. O outro toma o meu lugar. É quando confirmo que não sei mais escrever. Nunca aprendi. Não sai uma sentença que faça sentido. As palavras se tornam vagas, sem sentido, malucas, mais malucas do que eu. Aprendi a escrever somente no desespero, com a extremidade na ponta dos dedos.
Nossas vidas não são fáceis. Não serão. Nenhuma vida é fácil. Todos temos um drama para velar. A qualquer momento, a tristeza lembra de voltar e marca hora. Senta ao nosso lado na cama e reconta a mesma história. Repagina o sal dos nossos olhos. Lágrimas, quase sempre, têm nome e endereço.
Nossa história não será fácil. Talvez seja mais difícil para mim, por ter escolhido. Um corte nas mãos para alcançar o peito. Você dependerá de mim para o alívio. Esperará que eu vá onde você não pode sair. Inventarei vales para percorrer o caminho. Viajaremos na imaginação. Viajarei sozinho.
Você será feliz, pode ter certeza. Você merece ser alguma coisa de feliz. Estarei sempre lá para te apoiar. Serei seu ombro amigo. Posso ser qualquer coisa. Seremos mais amigos do que as palavras. Não te darei sossego na alegria, muito menos na tristeza.
Você anda planejando novembro ao meu lado. Eu ando bolando o nosso Natal. Você é exatamente o que escrevi, conhece minhas palavras na prática, juntou minhas cartas e fez um portfólio. Você se antecipa para me amar.
Ando assustado com esse sentimento. Você me confunde, me entorpece, me enerva. Você tem sido exata. Alterna entre a doçura e a malícia. Amor de verdade não acalma, confunde.
Temos um desejo enorme pela carne. Uma ânsia quase insuportável pelo outro. Temos sede pelo nosso beijo. Use tudo o que tenho para oferecer. Aproveite-me ao máximo, pois não sabemos até quando tudo isso vai durar. Duzentos e dois anos, espero...
Quero que lute com todas as forças para manter o desejo. Amar é uma construção, é se desconstruir para manter o enredo. Quem sabe eu não apareci na sua vida para colocá-la de volta no lugar!?
Vou ser o melhor que você pode ter. Deixarei o coração à vista para que saiba quando eu acordar suspirando entre teus cabelos. Selaremos um pacto: teremos a obrigação de sermos felizes, nada a mais, nada a menos. Vamos aproveitar o tempo mais do que o tempo possa nos oferecer.
Você conhecerá minhas manias, meu gostos, meus gestos. Você será meu gesto mais gostoso no meio das manias. Terá minha letra em tua pele. Conceberá o teu coração ao lado do meu. Teremos os mesmos amigos. Agora somos dois no tempo para ser apenas um no amor.
Faremos de conta que o amor não existe para continuar procurando mais.
Se é amor ou não, não sei. Mas vou vivê-lo.
Leandro Lima

4 comentários:

Camila Almeida disse...

Palavras de um bom apaixonado! rsrsrs. Belas, por sinal! Dificil encontrar um homem assim, romântico.


Parabéns pelo texto e pelo blog, peço para visitar o meu. Beijos!

Luzia Medeiros disse...

Ah! Obrigada pela visita! Pode se aconchegar lá no blog, é aberto para isso mesmo.
Leandro, quero te mandar um email, para falar sobre os textos. Vc poderia me passar seus contatos pelo blog? Abçs

luna disse...

belas palavras...parece q abriu uma fendinhaaaa pra viver um amor..

Danna disse...

Que você conhece muito bem a arte da prolixidade é notório.. mas não há como negar que o amor te faz mais que apenas um escritor, te faz um poeta! =)
Adoro seus textos..
Beijos,
Boa semana =)